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Para muita gente, as aulas começam amanhã. Por isso, aí vão algumas dicas de estudo, para começar bem o ano.

APRENDA MAIS

Ser bom aluno não requer noites em claro nem renúncia à diversão. Pelo contrário. Descanso e lazer são fundamentais para manter a disposição diante da pilha de exercícios para resolver e leituras a fazer. E não existe uma fórmula mágica nem mistério: basta elaborar um bom roteiro de estudos e respeitar esse planejamento.

TEM DE QUERER

Admitir que faltou vontade de aprender é um grande passo para melhorar a qualidade do aprendizado. Isso porque o desejo sincero de estar debruçado sobre os livros interfere na concentração. É o que faz a diferença, por exemplo, quando você percebe que não estava prestando a menor atenção naquele texto, embora estivesse lendo frase após frase. Lembre-se sempre que o sucesso nos estudos depende da disposição para a tarefa. Especialistas garantem que só quando você está ligado no que está fazendo é que seu cérebro capta adequadamente os estímulos externos, sejam eles a fala do seu professor ou algo escrito. O interesse e o desejo de prestar atenção no assunto promovem uma ativação cerebral em níveis que permitem a memorização.

Mesmo depois de estar concentrado na realização da tarefa, ainda há diversas maneiras de se tornar mais produtivo. Uma delas é estabelecer prioridades para a mente. O maior desafio de um estudante, a prova do vestibular, pode ser vencida mais facilmente com algumas atitudes, como olhar primeiro a prova inteira e realizar os exercícios fáceis antes de responder ao resto. A melhor maneira de encarar uma prova é como um jogo de pega-varetas, em que você tira primeiro as peças que não oferecem risco.

DETALHES

O local em que você estuda pode influenciar seu desempenho. Ele deve ser arejado claro: abra a janela e tenha uma boa luminária. Da ventilação adequada depende o bom funcionamento de seu cérebro e a boa luminosidade ajuda a manter a concentração. Também preste atenção na altura da mesa, que deve coincidir com a de seus cotovelos quando você estiver sentado. Prefira um móvel amplo que permita a organização de todo o seu material. E não esqueça: dicionários, um comum e outro de etimologia, são úteis para elucidar conceitos, qualquer que seja a disciplina em questão.

CANTINHO BOM

Estudar sempre no mesmo lugar facilita a concentração. A mente acaba se educando para realizar as operações necessárias ao estudo quando você estiver ali. Se você não tiver um espaço, bibliotecas são ótimas alternativas. Na hora de estudar, mantenha a coluna ereta, formando um ângulo de 90º em relação às coxas, e deixe os pés inteiramente apoiados no chão ou num apoio. Essa posição evita que você fique dolorido. É muito mais produtivo escrever ou ler sentado do que deitado. Relaxar num sofá atrai o sono. Outra dica dos especialistas é instalar um “cordão de isolamento”. Não custa pendurar na porta uma tabuleta com os dizeres “não perturbe”. Não atenda a telefonemas e dispense as guloseimas enquanto estiver estudando. Conciliar qualquer atividade com o estudo desvia sua atenção e pode prejudicar o aprendizado. O computador e a internet são poderosos instrumentos de estudos. Mas tome cuidado com as tentações: games e salas de bate-papo são extremamente dispersivos.

ENGENHARIA DA BOA LEITURA

Ler algo compreendendo com clareza seu conteúdo nem sempre é uma tarefa fácil e depende de prática. Não se consegue aprender a ler às vésperas da prova. É preciso adquirir o hábito, mesmo que isso seja feito com livros sem relação direta com os assuntos das aulas. Isso é importante para se conquistar o prazer de ler. Veja algumas dicas para tornar a leitura mais produtiva:

Grande tema

Antes de tudo, atente para os destaques apontados pelo autor do texto (título, intertítulos, quadros, ilustrações). Isso vai ajuda-lo a ter uma noção ampla antes de começar uma leitura mais extensa.

Rabiscos

Vá destacando com caneta colorida ou marcador de texto as palavras-chave. Se preferir, escreva ao lado de cada parágrafo a idéia principal, o que vai facilitar a compreensão na hora de rever o assunto.

Interpretação

Durante a leitura, relacione e compare as novas informações com o que você já sabia sobre o tema. O autor pode estar contrariando ou acrescentando algo à informação que você já tem. Ou pode estar defendendo uma teoria incorreta. Nunca renuncie ao senso crítico.

Síntese

Faça um fichamento do que foi lido. Anote o título, o autor, a editora ou a fonte, a data da publicação e a página. Depois, escreva o que você entendeu em um resumo. Consulte-o sempre que precisar retomar o assunto.

ORGANIZE-SE

Se estudar de forma organizada não faz parte de sua rotina, acompanhe as dicas abaixo onde tentamos responder às dúvidas mais freqüentes.

Qual a duração ideal de um plano de estudos?

Depende dos objetivos que se quer atingir. Podem-se estabelecer metas de curto ou longo prazo. Elas devem estar em sintonia com o ritmo do conteúdo dado em sala de aula. Quando as metas são cumpridas à risca, sua motivação se mantém em alta.

Quantas horas é preciso estudar?

O estudo pode ser realizado em dois ou três períodos de duas horas no decorrer do dia. Mais do que isso pode levar a uma fadiga mental.

Como organizá-lo?

Monte uma tabela semelhante ao horário escolar. Marque em cada dia as disciplinas que irá estudar e, conforme a matéria é dada em sala, vá detalhando os conteúdos e as metas em outra tabela.

Como dividir o tempo entre as várias disciplinas?

Intercale as matérias preferidas com as que você não gosta. Evite, por exemplo, estudar matemática e física em seguida, já que as duas exigem cálculos.

Como controlar o cumprimento do plano de estudos?

Tique na tabela cada tarefa realizada. O que não foi feito no período determinado deve ser realizado em um horário extra na próxima semana. Deixe períodos livres para eventuais reposições, mas evite sempre adiar as tarefas.

NÃO ERRE

Cuidado para não desperdiçar o seu tempo dedicado aos estudos. Segue uma lista dos erros mais comuns.

Ignorar seu ritmo de estudos.

Se você acha difícil acordar cedo, o livro vai se transformar em travesseiro logo de manhãzinha. Não adianta fazer um plano que não esteja adaptado ao seu ritmo. Se não cumprimos o planejado, a auto-estima vai lá pra baixo e leva junto o rendimento.

Deixar para depois

Não caia na armadilha de adiar o estudo na crença de que ainda tem bastante tempo. É comum o aluno deixar para estudar depois porque sempre encontra coisas mais importantes a fazer. Quando isso acontece, as tarefas se acumulam e é impossível dar conta de tudo.

Abusar do café

Entupir-se dele para ficar acordado pode ser erro. Para pessoas saudáveis, uma xícara de café feito na hora, até quatro vezes ao dia, funciona como estimulante, mas em grandes quantidades dificulta a concentração.

Só estudar

Passar noites em claro resolvendo equações não faz de ninguém um bom aluno. Dormir, pelo menos 6 horas por dia, é essencial para memorizar e aprender.

Forçar a barra

Sem motivação você não alcança o sucesso. Querer realmente aprender o que está à sua frente é meio caminho andado.

Passar por cima de dúvidas

Se você não entendeu algo, pergunte a quem saiba. Quando você menos espera, um conceito não aprendido em química aparece em uma aula de física.

Dispersar-se

Quando seu pai está vendo TV e sua irmã ouvindo música, não há quem estude. Isso pode até não impedir seu trabalho, porém faz com que você gaste um hora para concluir uma tarefa que faria em vinte minutos.

Fonte: Grupo Olimpo.

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Esse texto foi retirado do site Engenharia É Foda, e foi escrito por uma leitora de lá que não quis se identificar. Achei muito interessante, porque tenho algumas amigas que gostariam de ser engenheiras, mas não querem arriscar por medo do preconceito. As poucas mulheres nos cursos de exatas não são uma prova que as mulheres são piores que os homens, mas sim que desde pequenas dizem pra elas que meninas só podem fazer algumas coisas e meninos outras.

É grande a dificuldade de namoro quando uma mulher entra em um curso de engenharia a não ser que o seu namorado seja da sua turma. Tiro por mim mesma: namorava um cara faziam alguns anos, e faz uns meses que terminei com ele, e um dos motivos é que ele dizia que meus amigos agora eram só homens. Penso que ele queria que eu dissesse: “Talvez tenha me enganado, talvez meu lugar não seja aqui…”. Enganado estava ele, porque gosto tanto do meu curso que larguei outro curso na área de humanas em outra faculdade pra me dedicar cada vez mais à engenharia.

Essa mania de calcular não sei de onde vem. Acaba fazendo parte da gente, a gente pensa assim. Tudo é contadinho, sabe, aquele chope, aquela balada que você vai pagar, até as relações a gente acaba somando e diminuindo. Eu não sei, mas na nossa própria vida a gente acaba pensando matematicamente; a gente resolve problemas, a gente gosta disso, nós achamos isso difícil, mas optamos por isso e isso acaba fazendo parte da gente mesmo, tudo é número, tudo é Engenharia. Tudo isso só vem fortalecendo a certeza que tenho de que meu curso é esse. É assim que uma mulher trabalhando no mundo da engenharia às vezes é levada a se sentir. Tendo sido quase que exclusivamente desenvolvida por homens, e infelizmente isso fez com que a integração da mulher se tornasse um tanto difícil. Apesar de nossa fascinação e amor pela tecnologia, nós, como engenheiros(as) e estudantes de engenharia não somos máquinas e sim seres humanos. Uma vez que tenhamos aceitado isso, podemos examinar certas questões tidas como importantes pelas mulheres estudantes de engenharia.

Sim, continuando. A vida das mulheres na engenharia também não é tão complicada assim quanto parece, ao menos na faculdade na qual eu curso, não. As meninas da sala, em número bastante reduzido se integram de forma perfeita com todos os meninos. Sempre tem aqueles meninos metidos a engraçadinhos pro nosso lado, mas isso a gente dá um jeito e releva.

Voltando à dificuldade de arranjar namorado, essa é tão grande fora da turma, que uma de nossas coleguinhas abriu o coração e atualmente namora com um cara lá da sala. Ah, acho isso super bacana, assim o preconceito, que ainda existe, torna-se menor. Acho que pelos dois vivenciarem quase o mesmo ritmo, com os mesmo professores, precisando de um 7 pra passar, vivendo cálculo, reprovação, traumas, noites estudando… acabam se atraindo. Aliás, numa sala com uns 30 estudantes, onde a maioria é de homens, eu tenho muitas possibilidades de namorar um engenheiro. O que é mais intrigante ainda é que se o menino faz engenharia, ele curte mais ainda as meninas que fazem engenharia, porque acham elas bastante “corajosas”. Ao menos, é isso que percebo. Aquela velha história que engenharia é uma coisa meio masculinizada, o engenheiro tem que ser aquele cara barbudo, alto, vai falar pra caramba, fala grosso. E as mulheres agora que estão descobrindo “não, Engenharia é legal, também posso fazer”. Mas é uma coisa engraçada, tão poucas mulheres na Engenharia, aí tu vai lá pra Nutrição, aquele monte de mulher, tem um homem escondido, “quem é você rapaz, tá fazendo o quê aí?”, aí dizem que o cara é gay! Como assim? Porque mulher engenheira tem dificuldade pra arranja namorado, e o cara nutricionista é gay? E ainda há aquele forte preconceito relacionado à imagem das futuras engenheiras como mal-amadas, solteironas convictas e anti-sociais. Que absurdo! Porque não nunca nos viram dentro das nossas universidades. Eu, ao menos, me acho atraente e super social. Eu lembro de um comercial da Barbie que quando, ao ganhar voz, saiu dizendo que: “aula de matemática é difícil”. Isto certamente influenciou algumas meninas que brincam de Barbie. Atualmente esta boneca representa um símbolo de hiperfeminilidade: “Barbie; tudo que você quer ser”. Outro absurdo! A gente até se veste como a Barbie, a gente se arruma como a Barbie, mas ser a Barbie?! Tá é doido. Nós queremos usar nossa cabeça pra pensar e não pra por uma coroa, queremos ser engenheiras. Vai ver que pode ser por isso que temos dificuldades de arranjarmos namorados, eles querem barbies… mas sem cérebro.

Sim, outra coisa que pode ser considerado legal quando uma mulher entra na engenharia são as intimidades que a gente pega com os meninos. No começo, no iniciozinho do 1º semestre eu lembro que quando eu e uma amiga minha lá da sala a gente queria emprestar um absorvente, a
gente fazia escondendo dos meninos. Agora? Agora, é melhor nem comentar, se duvidar eles usam também. E os tapinhas nas costas? A gente leva também. Do começo pra cá a gente absorveu tantas coisas dos meninos, que acho que nada se iguala a isso, mas o que é melhor a gente não perde nossa feminilidade, todos os futuros engenheiros nos tratam com um enorme carinho, nos escutam, e assim é bem mais fácil esse número reduzido de mulheres convencerem eles a fazer algo do que eles nos convencerem. Tem horas que nós mulheres nos sentimos grandes, bem grandes, isso nos fortalece mais ainda no curso. E o futebol? Ah, nós aprendemos a jogar, sem falar no CS que aprendemos também.

Outra coisa que é legal também é a mistura de “papo de homem” e “papo de mulher”. O “papo de mulher”, é mais a assuntos amorosos, domésticos e de beleza estética. Já o “papo de homem” é sobre futebol, quantas pegou nesse fim-de-semana… Mas na engenharia acaba que se compartilha de “papo de mulher” e de “papo de homem”, aí acabamos conversando temas como futebol, política, lazeres ou assuntos relacionados ao curso, e todo mundo fica feliz. É engraçado quando a gente vai lá nos meninos e pede alguma opinião sobre algo de mulher aí eles pegam e dizem: “não tem gay aqui não menina”. Tem vez que eles pegam e falam palavrões, ai isso é meio chato, mas a gente acaba se acostumando.

É engraçado quando se juntam pra ver coisas pornôs na internet, aí a gente é obrigada a sair! Eu acho que nós, mulheres estudantes de engenharia, temos que construir um filtro. Assim, às vezes filtrar mesmo. Filtrar algumas coisas machistas que você ouve, você não pode ficar se orientando, guiando-se, pensando no que seria ser mulher pelos fatos que você ouve de seus colegas. Eu acho, porque quando eu estou conversando com algumas colegas minhas , eu me sinto sim… realmente eu tenho minha vida, eu sou mulher, tenho a minha feminilidade, as minhas relações e tal. Ah, sabe de uma coisa, acho que vou atrás de um namorado na engenharia, assim ele pode me valorizar mais, e sofrer estudando junto comigo… OU NÃO!

Engenheira!

A pergunta é tão comum que é quase banal: “O que você quer ser quando crescer?”. Até os doze, treze anos, respondemos na hora. Mas depois que passamos dessa idade, começamos a ter dúvidas. Talvez seja porque é nessa época em que realmente percebemos que isso vai definir nosso futuro – pelo menos o futuro imediatamente depois do Ensino Médio. Alguns acham que somos jovens demais quando prestamos o vestibular e entramos na faculdade, que ainda não sabemos o que queremos. Nem todos pensam assim. Vamos ver o que diz o discurso de Jessica Stanley – no filme Eclipse, quando ela, Bella e sua turma estão se formando –  diz:

“Aos 5 anos nos perguntaram o que queríamos ser quando crescêssemos e dizíamos coisas como astronautas, presidentes ou, no meu caso, princesa.

Aos 10 voltaram a nos perguntar e dizíamos: estrelas de rock, cowboys ou, no meu caso, medalhista de ouro.
 

Mas agora que somos maiores, querem uma resposta séria, então que tal esta: ‘Quem diabos sabe?’


Não é o momento de tomarmos decisões rápidas, é o momento de cometermos erros, de tomar o trem errado e se perder, de apaixonar-se frequentemente. De se formar em filosofia porque é impossível fazer carreira nisto. De mudar de idéia e voltar a mudar porque não há nada permanente…

Assim, depois de cometer todos os erros que puder, algum dia, quando nos perguntarem o que queremos ser, não teremos que adivinhar… Nós saberemos.”

Se você ainda não sabe o que quer fazer na faculdade, pode tentar um teste vocacional na sua cidades (escolas, faculdades e psicólogos costumam oferecer esse teste). Ou um online aqui, aqui ou aqui.
Lembrando que os testes vocacionais servem para indicar possibilidades que parecem se adequar à pessoa, não são um caminho definitivo e certeiro. Somente a própria pessoa pode decidir o que ela quer para seu próprio futuro.
Só para descontrair:

 

Depois eu faço um update com a tradução!

Update: 22/11/2010 às 22:47.


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